Detalhar som

Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae
 Cabanis, 1847
Subfamília: Nemosiinae
 Bonaparte, 1854
Espécie: N. pileata

Nome Científico

Nemosia pileata
(Boddaert, 1783)

Nome em Inglês

Hooded Tanager


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Saíra-de-chapéu-preto

A saíra-de-chapéu-preto é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Em muitos lugares do Nordeste é conhecida como azedinho.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) nemos = clareira, pastagem, pasto; e do (latim) pileata, pileatum, pileatus, pileus = com pileo, com chapéu. ⇒ (Ave da) pastagem com píleo ou (ave da) clareira com chapéu.

Características

O macho é mais colorido do que a fêmea, com o amarelo vivo do olho das aves adultas destacando-se contra o negro dominante na cabeça e lados do pescoço. Entre o olho e o bico, uma listra branca, mesma cor das partes inferiores. O dorso é cinza levemente azulado, assim como a cauda. As penas longas das asas são cinza-escuro, ocasionalmente observadas na ave pousada. Já a fêmea possui a mesma distribuição geral de cores, exceto o negro da cabeça. A íris é amarelo mais apagado, assim como o cinza das costas. Partes inferiores com tom levemente amarronzado. O bico é amarelado, enquanto no macho é cinza na base com a ponta escura.
Tem cerca de 13 centímetros e pesa aproximadamente 14 gramas. Chama a atenção pelo branco puro do loro e do lado inferior, que contrasta com o negro do píleo. Tem manto cinzento, íris e pernas amarelas. A fêmea não tem o desenho negro, tendo o seu lado inferior amarelo e mandíbula branca.

Sempre muito ativa durante as caçadas, ocasionalmente emite um chamado curto e assobiado.

Subespécies

Possui seis subespécies:

Alimentação

Predominantemente de substâncias vegetais: frutinhas (frequentemente duras) das árvores e arbustos ou de epífitas que neles vegetam, frutinhas de cipós e pedaços de frutas maiores e seu suco, folhas, botões e néctar. Se alimenta, por exemplo, dos frutos de caroba-branca (Sparattosperma leucanthum) e do tapiá ou tanheiro (Alchornea glandulosa). Sua alimentação também é formada por invertebrados apanhados na folhagem e galhos. Às vezes captura algum inseto com carapaça dura e costuma bater com o bico no tronco para matar a presa ou desmembrá-la.

Reprodução

A biologia reprodutiva é pouco conhecida. O ninho é construído pelo macho e fêmea e é um ninho abert. A incubação é feita pela fêmea. A espécie põe dois ovos azulados com manchas escuras.

Os ninhos são construídos em posição elevada, usando forquilhas próximas às extremidades dos galhos. São compostos de gramíneas, pequenas raízes e cipós finos, forrados com teias de aranha e são parcialmente transparentes quando vistos por baixo (Studer et al 2021).

Hábitos

Vive em regiões com vegetação arbórea rala como caatinga, cerrado etc.

Também é um habitante das copas, explorando mais a parte interna da folhagem, galhos e troncos. Garras fortes permitem que pouse em galhos e troncos verticais. Macho e fêmea costumam andar juntos, raramente em grupos ou com outras aves.
É comum em vegetações arbóreas ralas, como caatingas, cerrados, florestas de galeria, capoeiras arbustivas e plantações. Na Amazônia, habita áreas mais abertas da várzea e bordas de florestas, sobretudo em ilhas e margens de rios.

Distribuição Geográfica

Ocorre em praticamente todo o Brasil, exceto o extremo sul e o noroeste do estado do Amazonas.

Pode ser encontrada das Guianas e Venezuela através da Amazônia campestre ao nordeste e leste do Brasil até São Paulo e Rio Grande do Sul. Ocorre também na Bolívia, Paraguai e Argentina.

Referências

Galeria de Fotos